PMs decidem ficar em estado de greve - ESTUDO DE CASO
PMs decidem ficar em estado de greve
Por Nelson Rocha
A ameaça de greve por parte da Polícia Militar, insatisfeita com o aumento salarial proposto pelo governo do estado, ainda é uma realidade, mas os policiais decidiram ficar em estado de greve e aguardar até amanhã, quando a o projeto de lei propondo o aumento deve ser votado na Assembléia Legislativa. A decisão foi tomada ontem, à tarde, durante assembléia geral realizada no Clube da Associação dos Sargentos da PM, situado no Vale dos Barris. A assembléia reuniu um pouco mais de uma centena de policiais representantes de associações da capital e do interior.
O capitão Tadeu Fernandes, deputado estadual pelo PSB, foi escolhido pelos policiais civis e militares para ser o mediador da queda de braço com o governo. “Vamos procurar um caminho para a gente solucionar esta crise da melhor maneira possível, tanto para a sociedade como para os policiais”, declarou Tadeu. “As questões estão sendo discutidas e qualquer decisão vai partir da categoria”, observou o parlamentar militar, para quem “depois da greve de 2001, quando o governo não quis dialogar, tudo é possível. Mas o que nós queremos é que não chegue a este ponto. O governo do estado abriu às negociações, desde sexta-feira da semana passada. Estamos procurando caminhos que evitem um mal maior para a sociedade”, ressaltou.