Archive for outubro, 2008

Covardia, mas quem é o covarde?

domingo, outubro 12th, 2008

Depois da polêmica em que policiais militares do 6º BPM - Tijuca, se recusaram a recuperar um carro, vem a incompreensível manifestação da PMERJ, de desagravo ao tenente Sá.

O tenente Sá é meu veterano, e conheço bem ele. Infelizmente o Sr. Secretáro de Segurança pública parece não conhecê-lo tão bem assim. Afinal de contas falar que o veterano Sá fez corpo mole para recuperar um veículo roubado, ou ainda foi omisso, é algo imcompreensível. Ou talvez, quem sabe, ele estaria falando a verdade e aquela área era realmente de alto risco. E agora vem a mais incompreensível ainda visão de que o tenente Sá, junto com policiais militares do 6º BPM deveriam ter arriscado suas vidas em prol de um veículo roubado! Posso ser sincero? Eu também não arriscaria a minha vida, nem a de ninguém por um carro.

Mais distante da realidade ainda é comentar que ele deveria ter chamado reforços de outras unidades operacionais para recuperar o veículo. Meu Deus! Quando li isso nos jornais pensei que estava na Suiça, ou em Dubai… Imaginem que para TODOS os veículos roubados no Rio de Janeiro, que estivessem em áreas de alto risco, fossem chamadas unidades operacionais especiais! Coitado do BOPE, CHOQUE etc. Não dá, né?

Agora vai aí uma dica, quem tiver o carro roubado, e quiser que ele seja recuparado rapidamente e com o apoio de tropas operacionais especiais, basta contactar algum amigo do Jornal O Globo. Este método funciona que é uma beleza… E dá direito até a foto no jornal! Celebridade momentânea no melhor estilo BBB que a Globo gosta.

Já o tenente de serviço… Esse vai responder um DRD. Vai ter que nos falar o por quê não arriscou sua vida e de seus companheiros para recuperar o PEUGEOT 307, bonito pra cacete! Puxa, ser tenente está cada dia mais difícil, aliás deve ser a profissão mais difícil do mundo, pois cada dia um erra e é chamado a atenção. Gostaria que o Secretário de Segurança trabalhasse um mês como tenente da polícia militar, com o mesmo salário, escala, responsabilidade… Assim nós poderíamos tomar seu dia a dia como exemplo. Ou que tal como um soldado pm? Lá na área do 6º BPM… Ia ser fantástico! Podia até sair no Fantástico… Lógico que não vale ser peixado, nada de ir pra gabinete, ficar adido, cedido ou sei lá…

Meu voto é de PRO-TES-TO!!!

quarta-feira, outubro 8th, 2008

Sim, meu voto no segundo turno das eleições cariocas é de protesto! Protesto ao atual governo que massacra a PMERJ sem dó nem piedade, que chama seus médicos de vagabundos, que não liga para os profissionais da educação e nem para qualquer cidadão de bem carioca! Meu voto é de protesto as mentiras, a corrupção e a privatização da PMERJ!!! Meu voto é com vontade, meu voto é com raiva, meu voto é um NÃO a degradação da minha Instituição que têm o PIOR salário do Brasil, que tem um piso menor que o SALÁRIO MÍNIMO, e que mesmo assim continua lutando… Continua suando, chorando e SANGRANDO! Meu voto é uma resposta que está engasgada na minha garganta. Meu voto é pelo Major PM Roberto Viana, pelo Major PM Wanderby Medeiros, pelos tenentes que acreditam, pelos soldados que acreditam!!! PMERJ vamos responder: NÃO AO 15!

Vou votar 43, vou votar em Gabeira… Não só por Gabeira, mas por mim mesmo! Policial Militar vote, faça questão de votar, como se disso dependesse a sua vida, vote também como protesto, vote 43! Fale com seus familiares, amigos de farda, amigos sem farda, conhecidos… Falem com todos que é a chance de dar uma resposta a tirania e ao descaso desse governo. Vamos votar no 43… Gabeira para prefeito da Cidade Maravilhosa, sim Gabeira; não por ele, mas por mim… e por vocês!

Quando um policial militar morto vale mais do que vivo?

domingo, outubro 5th, 2008

A pergunta mais certa não seria quando, mas onde… Onde? No Rio de Janeiro, a Cidade Maravilhosa! Ora, um soldade pm vivo vale ao estado aproximadamente R$ 900,00, por mês; enquanto que um policial militar morto custa a bagatela de R$ 100.000,00; ou seja, aproximadamente, 10 anos de efetivo serviço a Briosa Corporação. Não estou achando a medida errônea, mesmo porque a família do policial militar merece após tanto sofrimento vivendo ao lado de um profissional que vive o drama do descaso governamental, sem um salário que lhe garanta o mínimo de dignidade; mas por quê diabos um profissional que corre risco de vida diariamente só vai receber bem depois de morto?

Alguém sabe?