Archive for the ‘Sem categoria’ Category

Como posso ter ânimo em meu trabalho?

domingo, setembro 28th, 2008

Estou dia após dia, imaginando como ter ânimo em minha profissão. Entrei nessa instituição com uma visão de que seria um dos poucos funcionários públicos fundamentais a sociedade, um membro de uma instituição extremamente necessária para uma comunidade mais regular. Mas a poucos dias de uma eleição, vejo pesquisas mostrarem que nossos vereadores estão trabalhando uma vez por semana, pois estão se dedicando a campanha, para serem reeleitos ou se não, elegerem um parente próximo, pois a instituição deles é muito boa e é comum recomendar aquilo que ébom. Caso não aplicável em minha instituição, pois não recomendaria ninguém a entrar nessa casa, que fere os princípios comuns de bem estar ou de estar realmente em um trabalho, somos impostos a trabalhar em regimes de carga horária complexa e que para muitos seria loucura, pois já entramos com a filosofia de que com o salário de polícia não dá para sobreviver, então fazemoso seguinte: cumprimos 36 horas de trabalho, em seguida folgamos 12 horas e ai completamos a renda que todos já sabem, com mais alguns R$800,00,  que fazem a diferença na hora de manter um pouco de dignidade dentro de nossos lares, é onde paro e me pergunto até quando conseguirei sustentar essa jornada ? Que pobre papel é o meu nessa sociedade,ou até mesmo para minha própria instituição que não consigo nem me sustentar com o que ganho,  que tenho que encarar outra jornada quase que obrigatoriamente e assim comprometendo o bom desempenho da minha profissão. É  senhores, parecemos descartáveis, me questiono se fiz a coisa certa em estar hoje como policial, parece que às vezes estou desamparado e sem esperança, não queria que a frase: “ninguém te chamou aqui”, fosse repercutir tão forte para continuar aceitando essa miséria que eu procurei. Um dia isso tudo vai mudar, basta nosso governador se conscientizar.
 
SD De Lima

Brigas Internas…

quinta-feira, setembro 25th, 2008

Já é explícita a guerra interna vivida na PMERJ. Uma guerra confusa, bem confusa. Em alguns blogs constatamos desde denúncias formais à ofensas morais e generalistas; brigas silenciosas também rondam os corredores do Quartel General, onde inúmeras especulações são feitas sobre troca de comandos, novas diretrizes, mudanças de fardamento etc. E isso tudo é gerado pela grande insatisfação da tropa com as políticas atuais no campo da segurança pública, mas notoriamente no que tange a questão salarial da Corporação. Reintero que a PMERJ têm o MENOS salário das Polícia Militares do BRASIL, sendo que o RIO DE JANEIRO possui a SEGUNDA maior ARRECADAÇÃO! Motivo pelo qual os policiais militares fluminenses, que ganham MENOS que o SALÁRIO MÍNIMO, têm razões para demonstrarem sua insatisfação. Em meio a crise verifica-se ainda decisões bem polêmicas dos setores de gerenciamento, como por exemplo a redução das escalas. Analisemos pelo lado técnico da gestão de pessoal: o salário é o pior do Brasil e como consequência dos inúmeros praças e oficiais cedidos a outros órgãos os policiais militares, que infelizmente não têm peixe, vão ter que trabalhar mais para suprir esses óbices. Ora, nada contra ser peixe, eu também quero ser… Mas e quanto aos que não são? Eles vão ter que trabalhar em escalas ainda mais apertadas, que não o possibilitam fazer o “bico” para garantir o pagamento da escola do filho ou do remédio da mãe, coisas que o salário de um policial militar não cobre.

A stuação é muito crítica, a PMERJ se esforça, luta, sangra, chora… E a recompensa não vêm… O blog das praças contabiliza 71 mortos. E o aumento? Falaram em diálogo… Cadê o diálogo? Deve ter muito papo pra colocar em dia…

Lamentável. Enquanto isso nós esperamos, com contas vencidas e cobranças familiares…

Quando chegamos ao limite?

sexta-feira, setembro 19th, 2008

É com pesar que escrevo hoje. Hoje ouvi um amigo tenente, que considero e admiro, dizer que a PMERJ acabou. A priori eu pensei que era uma hipérbole, mas no fundo eu tinha a mesma sensação. Quando foi que isso aconteceu? Quando foi que perdemos o militarismo, a unicidade, os valores, a moral e o orgulho? Se por um lado as praças da instituição hoje estão mais unidas aos oficiais, por outro as escalas, serviços e salários apenas pioraram. Hoje temos o pior salário da Brasil e não fazemos nada. Uma coisa é respeitar o governo, outra é nos desrespeitarmos! Isso é inadimissível. Nos afastarmos cada vez mais de valores e do militarismo nos levaram a perda dos nossos pilares institucionais, da hierarquia e da disciplina. Hoje o RDPM da PMERJ é INCONSTITUCIONAL, uma vergonha. Hoje os policiais militares nas ruas usam o uniforme administrativo, hoje o policial militar não é respeitado nem mesmo por sua Corporação, que usa sua Corregedoria para punir policiais militares sem cobertura ou com aparelhos celulares não cadastrados. É difícil conviver com isso. Pior é ouvir: - Não está satisfeito pedi para sair. Com todo respeito eu respondo:  - Uma ova! Essa instituição também é minha. Alias essa Corporação é da sociedade e não do Governo!   Mas e então, quando isso vai mudar? Quando vamos chegar no nosso limite de não aguentarmos mais essa situação? O diálogo funcionou? Soldado, você está ganhando bem? Não, você ganha o PIOR salário do Brasil, no 2º maior estado em ARRECADAÇÃO! Como não tem dinheiro? Como um policial militar do Mato Grosso do Sul, no meu posto ganha R$ 7.000,00, ou em Brasília R$ 8.000,00 ou em São Paulo, ou em Minhas Gerais, ou em Santa Catarina, ou em Goias… Por que? Por que nossos Comandantes ainda não efetivaram o uso do Termo Circunstanciado? Por que ainda toleramos tantos policiais militares cedidos a outros órgãos, enquanto praticamente todas as nossas unidades se encontram com déficit de efetivo? Até quando senhores?

Praticamos militarismo apenas na caserna, militarismo Comandantes não é só treinar para o 7 de Setembro, é respeitar valores dentro de nossas unidades, é ter paixão pela sua Arma… Me ensinaram na Academia que profissionais não se improvisam, mas onde está nossa especialização? Onde está a divisão dos quadros? Hoje um soldado não quer ser cabo, pois a diferença salarial não compensa o tempo empregado no Curso de Formação de Cabos - além do afastamento dos trabalhos informais na folga. Eu sugiro um aumento significativo para a tropa, com o soldo do recruta igual ao salário mínimo, e um aumento sensível nos cursos de formação, inserindo na tropa a vontade de evoluir dentro da Corporação. 

Está tudo arruinado. E será que ainda não chegamos no limite? Até quando ficaremos calados? Onde está o amor pela farda? Onde está a vontade de querer recuperar o ORGULHO de ser policial militar?! Chega, queremos DIGNIDADE!

Espero que meu texto alcance alguns policiais miltares, de Coronéis à Soldados. E tomara que faça o efeito esperado, vamos provar que é possível recuperarmos nossa PMERJ.

 

Juntos Somos Fortes.

Queria ser um xerife…

segunda-feira, agosto 25th, 2008

Vocês já assistiram o filme “Onde os fracos não têm vez - No Country for Old Men”?

Muito bom. O filme é bem polêmico, a começar pelo fato de não haver trilha sonora. Enfim, o início do filme é uma narrativa do xerife Ed Tom Bell - texano - vivido por Tommy Lee Jones; onde ele deixa explícito o aumento da violência em sua cidade. Após o brilhante filme dos irmãos Coen, me senti como o xerife Ed, com um certo ar de saudocismo aos velhos tempos. Assim como a polícia texana a polícia fluminense também passa por um período opaco. A força da PMERJ está em baixa, os policiais tem medo até de sacar suas armas, afinal a Corregedoria, Promotoria, a Cúpula dos Direitos Humanos, estão aí para de qualquer forma prender a polícia. Hoje tenho medo de sacar minha arma, de efetuar uma prisão, medo de fazer mais do que o “permitido” por um bando de calhordas engravatados.

As vezes escuto uma conversa entre sargentos antigos - graduados - cheio de chargões, histórias, prisões… Talvez houvesse mais injustiças, talvez… Mas com certeza havia menos violência, o povo tremia quando um policial militar descia de sua viatura, acariciando seu revólver, em uma demonstração nítida de poder, ele abaixava a cabeça, o chamava de senhor. Hoje um moleque de dezoito encara a autoridade policial, o xinga e até sai no tapa com ele. Ele é filho de promotor, juiz, desembargador ou qualquer outra coisa do gênero. Hoje o policial ganha muito pouco, ele não tem instrução, ele necessita de caridade. Hoje ele é como um leão velho e sem dente. Os mais velhos ficam pelos cantos, não querem mais a “pista”, eles preferem trabalhar em um hospital, na guarda ou em um canto qualquer, onde possam ficar escondidos até a passagem para a reserva - a nossa aposentadoria. Os mais novos, eles não são policiais militares - dizem os mais velhos - eles são outra coisa, são técnicos, ou sei lá. Eles até vão para a rua, ficam fazendo uma social, ou tentando ganhar algum por fora, seja com segurança privada, seja com alguma amizade no comércio, ou até tentando a sorte…

Como vocês já podem ter percebido sou bem sutil nas minhas palavras, assim como os mais velhos não quero problemas, na verdade eu queria até mesmo acabar com o blog, só não faço porque não consigo. A PMERJ acabou, concordo com os antigos. Hoje temos apenas um fantasma, um espectro, um canal onde alguns obtem lucros obscuros, alguns tentam brincar com a sorte e alguns apenas assistem. Hoje não temos heróis, hoje não temos xerifes.

Queria ser um xerife. Mandar no meu distrito, combater o crime pra valer. Queria toda a glória de antigamente, queria o respeito, queria o salário gordo, queria o bom combate… Infelizmente não é mais assim, infelizmente quem está no comando é um punhado de engravatados corruptos que não querem aquela polícia forte, aquela que pode prender eles mesmos, seus filhos, sobrinhos ou até amigos; eles nos querem na mão, na rédea curta. Hoje a imprensa fala o que quer, é uma bela democracia… Você fala o que quer, acaba com vidas e vende muito jornal.

Hoje não é mais regime militar, é demo-cracia… O Brasil adotou a democracia, onde a maioria escolhe, a maioria decide o futuro do país… A maioria? A maioria do Brasil é de favelados, de pessoas sem recursos, sem instrução, pessoas manipuladas pelos vascínoras políticos - nem todos são. Como o deputado Jair Bolsonaro disse, no Regime nós não víamos Generais tão ricos, quanto hoje vemos prefeitos, deputados e governadores. Isso é a democracia? A democracia nos trouxe até aqui, em um estado cercado de favelas por todos os lados, um estado sem o verde dos morros, um estado poluído, um estado onde o crime manda.

Hoje, na democracia, faltam xerifes…

Polícia militar pode aderir a greve - ESTUDO DE CASO

sábado, agosto 16th, 2008

Segunda Feira (31) os policiais militares realizarão uma assembléia às 15:00 para discutir a crise que vem gerando na Secretaria da Segurança Pública da Bahia
Se não optarem pela paralisação, os PMs devem definir por um tipo de ação para manifestar a insatisfação, desde um “panelaço”, com a participação das esposas dos militares, a uma “operação-padrão”, ou “tolerância-zero”: os presos em flagrante seriam levados para o plantão central da polícia, o que iria atulhar o local de detidos. 
Deverão participar da assembléia representantes da Associação dos Praças da Polícia Militar - APPM (com cerca de sete mil associados), a Força Invicta dos oficiais (três mil integrantes), a Aspol - Associação dos Policiais da Bahia (2.150) e Associação dos Subtenentes e Sargentos (quatro mil associados), todas da capital. Além dessas, as oito associações de PMs do interior - que representam cerca de oito mil integrantes da corporação - ficaram de mandar diretores para o evento. O presidente da APPM, soldado Agnaldo Pinto confirmou que a mobilização dos praças está mantida diante da “irredutibilidade do governo”. 
 
Os soldados irão ter apenas R$ 2 de aumento disse o sargento José Dias, presidente da Aspol e um dos principais aliados de Jaques Wagner na campanha pelo governo do Estado em 2006. Dias apareceu no programa político de Wagner para reclamar da repressão dos governos do PFL e exibir um contra-cheque de um soldado para tentar provar que o PM baiano  recebia um dos menores salários de todo o Brasil. 
Conforme Dias, houve redução na Gratificação de Atividade Policial, a GAP - que constitui a maior parte do vencimento - para aumentar o salário-base. “A GAP de um soldado é de R$ 1.103,00 e o salário-base R$ 380; na mensagem de aumento, o Estado tirou R$ 20 da GAP e passou para o salário-base que chegou a R$ 400 e sobre esse valor aplicou o aumento de 4,46% resultando em R$ 415”, explicou. “Com essa modificação, a GAP passou para R$ 1.083,00 e, pela mensagem de aumento, não será mais reajustada daqui para frente. Ou seja: nos próximos anos a GAP vai ser desvalorizada. Isso não podemos aceitar, deixou os integrantes da PM super-insatisfeitos”. 
Os policiais já estão desacreditando no novo governo que prometeu valorizar o salário do servidor público e isso não está ocorrendo 
O comando da PM informou através da assessoria de comunicação da Corporação que só vai se pronunciar após a realização da assembléia.