PMs decidem ficar em estado de greve - ESTUDO DE CASO

agosto 16th, 2008

PMs decidem ficar em estado de greve

 

 Por Nelson Rocha

    A ameaça de greve por parte da Polícia Militar, insatisfeita com o aumento salarial proposto pelo governo do estado, ainda é uma realidade, mas os policiais decidiram ficar em estado de greve e aguardar até amanhã, quando a o projeto de lei propondo o aumento deve ser votado na Assembléia Legislativa. A decisão foi tomada ontem, à tarde, durante assembléia geral realizada no Clube da Associação dos Sargentos da PM, situado no Vale dos Barris. A assembléia reuniu um pouco mais de uma centena de policiais representantes de associações da capital e do interior.

  O capitão Tadeu Fernandes, deputado estadual pelo PSB, foi escolhido pelos policiais civis e militares para ser o mediador da queda de braço com o governo. “Vamos procurar um caminho para a gente solucionar esta crise da melhor maneira possível, tanto para a sociedade como para os policiais”, declarou Tadeu. “As questões estão sendo discutidas e qualquer decisão vai partir da categoria”, observou o parlamentar militar, para quem “depois da greve de 2001, quando o governo não quis dialogar, tudo é possível. Mas o que nós queremos é que não chegue a este ponto. O governo do estado abriu às negociações, desde sexta-feira da semana passada. Estamos procurando caminhos que evitem um mal maior para a sociedade”, ressaltou.

 

 

Rebelião das tropas - ESTUDO DE CASO

agosto 16th, 2008


Polícia Militar faz greve, consegue aumento de 48% e espalha onda de reivindicações pelos Estados 

IVAN PADILLA

A voz grave do arcebispo de Belo Horizonte, dom Serafim Fernandes de Araújo, ecoou pelos salões da sede do governo mineiro no final da tarde da quinta-feira 26. Ele rezou o Pai Nosso e pediu a ajuda divina pouco antes do início da reunião que encerrou a tumultuada greve da Polícia Militar de Minas Gerais. Mais discreto, o cabo Júlio César Gomes, principal líder dos policiais rebeldes e pastor de uma congregação da Igreja Metodista, preferiu orar em voz baixa. “Que Deus proteja nossos irmãos de farda e ilumine a todos aqui presentes para que possamos chegar a um acordo”, sussurrou. As preces foram atendidas. Depois de uma negociação tensa que durou mais de três horas, terminou a inédita paralisação de soldados e oficiais de baixa patente - cabos, sargentos e subtenentes - nos 225 anos de existência da corporação. Foram duas semanas de greve que, segundo lideranças do movimento, envolveu pelo menos 80% dos 42 mil policiais militares de todo o Estado. A capital mineira, principal foco das manifestações, assistiu a invasão em suas ruas de jipes e tanques do Exército e o confronto entre os próprios companheiros de farda. O saldo final do movimento foram um ferido, o cabo Valério dos Santos de Oliveira, 36 anos de idade e 17 de corporação - que levou um tiro na cabeça e continuava em estado de coma até a sexta-feira 27 -, e o imenso desgaste político do governador Eduardo Azeredo, que acabou concedendo um aumento de 48%, elevando o piso salarial de R$ 415 para R$ 615. 

A imagem do governador estava tão arranhada que, para não comprometer as negociações sobre o fim da greve, ele retirou-se da sala logo após o início das conversas. Desde que Azeredo assumiu o governo em 1995, dois graves problemas em Minas tiveram grande repercussão no País. Um, em janeiro deste ano, foi provocado pela natureza: as chuvas de verão que causaram grandes estragos em todo o Estado. O outro, agora, foi a rebelião dos PMs. Nos dois momentos, Azeredo estava ausente. Fora viajar pelo mundo. Em janeiro, o governador se recusou num primeiro momento a interromper suas férias pela Europa. Só voltou dias depois do início da tragédia, que atingiu 193 cidades e deixou 79 mortos, 91 feridos e 43 mil desabrigados. Desta vez, o governador tinha uma excursão para a Europa marcada para a sexta-feira 13 de junho. Foi justamente o dia em que dois mil policiais militares realizaram uma passeata até o Palácio da Liberdade, sede do governo. Era a primeira manifestação aberta depois de iniciada a crise. O governador adiou a viagem para dois dias depois. Passeou pela Eslovênia, Alemanha e Hungria com uma comitiva de empresários, propagandeando o seu Estado. Um secretário de governo admitiu que Azeredo errou feio ao se ausentar do País, mais uma vez. “Ele não acreditou na consistência da greve e achou que a crise estava contornada.” De volta à capital mineira, em 21 de junho, o governador tentou encerrar a greve com a concessão de um abono fixo de R$ 102. Era pouco para um movimento que ganhava corpo em todo o Estado. Também demitiu quatro comandantes da PM. Mas o momento mais dramático aconteceu na tarde de terça-feira 24. Durante um ato público em frente ao Comando Geral da PM, cerca de seis mil soldados entraram em confronto com a chamada tropa da legalidade, um grupo de 800 policiais militares não-grevistas. No meio da confusão, o cabo Oliveira, também evangélico, casado, pai de dois filhos e salário de R$ 472, tentava acalmar seus colegas quando um tiro atravessou sua cabeça. O suspeito de tê-lo atingido é o soldado Wedson Campos Gomes, 30 anos, identificado a partir de imagens de televisão. Preso, Gomes alega inocência e diz que atirou para cima. “Valério era meu amigo. Jamais eu iria atirar nele”, afirmou. 

Considerado um policial exemplar e muito religioso, o cabo ferido tornou-se uma espécie de mártir do movimento grevista, o que insuflou os ânimos dos demais militares. Sem o controle da PM no Estado, Azeredo, apavorado, telefonou para o presidente da República em exercício, Marco Maciel - que substituía Fernando Henrique Cardoso, em viagem aos Estados Unidos. Pediu a intervenção do Exército e Maciel atendeu. Por volta das 17h, menos de duas horas depois de o cabo ter sido ferido, cerca de mil homens armados de fuzis, vindos do Batalhão de Infantaria de Sete Lagoas, a 50 quilômetros de Belo Horizonte, guardavam o Palácio da Liberdade e o Palácio das Mangabeiras, residência oficial do governador. Assim que desembarcou no Brasil, no final da noite da terça-feira 24, o presidente Fernando Henrique ligou para Azeredo e ofereceu mais tropas ao governo mineiro. No dia seguinte, tanques e jipes do Exército circulavam pelas ruas da capital mineira. Na quinta-feira 26, FHC e Azeredo falaram novamente em três ocasiões. 

A preocupação do governo federal era que a assembléia marcada para a manhã do dia seguinte se tranformasse em nova passeata e fugisse totalmente ao controle. O temor maior era que a crise ultrapassasse as divisas de Minas e influenciasse as PMs de outros Estados. Isso, no entanto, pode estar prestes a acontecer. Representantes de 16 entidades de policiais militares de São Paulo já começam a se mexer para reivindicar aumento de salário. Manifestações estão sendo programadas para o Dia do Soldado, em 25 de agosto, e a Associação dos Cabos e Soldados da PM de São Paulo pediu ao governador Mário Covas uma audiência urgente. No Rio, está sendo organizada uma passeata para o dia 23 de julho. Os PMs pretendem cobrar promessa de campanha do governador Marcelo Allencar de aumento salarial. Movimentos semelhantes começam a ocorrer no Ceará, no Pará e Distrito Federal e podem se alastrar pela Paraíba, Espírito Santo e Bahia. 

O governo federal avalia que faltou sensibilidade política ao governador Eduardo Azeredo para conter o movimento iniciado pelos policiais mineiros. O primeiro erro foi conceder no dia 5 um aumento de 14% a 21% só para os oficiais, o que provocou a ira das tropas. O segundo foi não perceber que a PM mineira se transformara num barril de pólvora, prestes a explodir. Ao final das negociações, outra vez Azeredo teria sido inábil, conforme o entendimento do Palácio do Planalto. Ao ceder às pressões dos policiais e conceder o aumento salarial, ele pode incentivar novas rebeliões militares por todo o País. “As conquistas obtidas por nossa greve abrem um precedente histórico. Antes, a Polícia Militar dependia da movimentação de outros funcionários públicos para obter reajustes salariais”, disse o líder Júlio Gomes, 27 anos de idade e nove de PM. Na sexta 27, enquanto dois mil homens do Exército ainda protegiam a sede do governo mineiro e os PMs voltavam ao trabalho, o evangélico Gomes rezava na igreja Metodista do bairro Milionários, na periferia de Belo Horizonte, onde é pastor. “Sinto que mudamos a história da corporação.” 

Desabafo.

agosto 9th, 2008

Hoje já não consigo se quer ficar com o sentimento de raiva, pois a única coisa que sinto é tristeza. Tudo bem medidas de comando e gerência que não concordamos, tudo bem posturas e diretrizes que parecem não fazer sentido, tudo bem o governo não acenar para melhorias de infra-estrutura e salário de nossos policiais militares… Mas sermos traídos da forma que fomos? É justo um Coronel de Polícia Militar do Rio de Janeiro conquistar para si mesmo, e para alguns poucos outros Coronéis, um aumento de até 223%, enquanto o soldado que ganha apenas cerca de 900,00 reais, apenas vê reajustes de 4% e vive em uma vida escravidão, com dificuldades financeiras? É ético? É moral? É justo? Isso é algo correto aos olhos de Deus?

Diante disso eu não posso me calar, porque se o fizesse estaria traindo o juramento que eu fiz lá na APM D. João VI, traindo meu coração que ama a PMERJ, traindo meus companheiros de farda… Não. Eu admiro muito certos oficiais da cúpula da PMERJ, e não tenho vergonha, nem muito menos medo de falar que vejo no Sr. Cel PM David, um exemplo. Foi o Sr. Cel que me motivou até mesmo a escrever este texto, porque foi o ele; no auditório do QG, discursando para a minha turma, quem disse que o Oficial tem que ter CORAGEM. Mas o que está acontecendo comandante?

Eu não esperava isso e não sei mais o que fazer ou em quem acreditar. Estamos sozinhos? O Governador vai olhar por nós? No que o policial militar pode se apoiar, sabendo que a mudança na polícia militar só ocorrerá quando ele receber um salário digno e decente, e para isso teria de ter um aumento, hoje, surreal… IMPOSSÍVEL!

Senhores isso é mesmo impossível? Não seria a hora de batermos o pé, e exigirmos um salário decente? Não é hora de provocarmos as mudanças, de vencermos uma guerra ao menos. SD PM, você merece sim, um salário de técnico judiciário! E até mais! É certo um técnico do estado receber 2,500 reais e o policial militar, que arrisca a sua vida, que têm poder de polícia, que é a esperança da paz e da ordem, receber míseros 900,00 reais? Quantia ínfima que não é suficiente para sobreviver!

Minha vida, como tenente, como diria o Cel Schitini, é um sacerdócio! Trabalho muito, trabalho porque preciso e GOSTO da PMERJ. Me dá prazer vestir essa farda, ajudar o próximo, ajudar minha tropa, tentar melhorar a área em que atuo, tenho paixão por essa responsabilidade de fazer a diferença na vida de tantas pessoas… Mas o que eu digo à minha esposa quando recebo meu salário? Quando deixo o contracheque sobre a mesa e ela o acha e vê que o trabalho de seu marido, que lhe deixa por tantas vezes sem dormir, em agonia e medo, medo não DESESPERO, lhe dá apenas 1.800,00 reais?! Agora imagine o SD PM, esse sim GUERREIRO, a ponta da lança! Esse que está sempre pronto, esse que é o combatente cotidiano, esse que é o HERÓI SOCIAL! Esse, meus amigos, está assim: gordo, fraco, cansado, desanimado… Porque o quê a sua esposa e seus filhos lêem em seu contracheque é uma miséria!

Até quando vamos receber isso? Todos falam que é impossível conquistarmos um salário decente, e falam isso porque o SD PM precisa de um aumento de 200% também, mas pra ele só vem 4%… Pra ele, só vem o não.

Precisamos sim fazer algo. As coisas estão cada vez piores. É mais violência, é mais desemprego, é mais corrupção, são mais favelas, são mais perigos… Só o salário que é o mesmo…

Mas isso é só um desabafo, até quando?

Ten PM RG 80959 Thyago Ferreira Vieira.

Soltando o Verbo!

agosto 5th, 2008

Recebi um email de uma madrinha.. basicamente estava a foto de São Conrado s/ a Rocinha (1969), e  na hora eu pensei F@#$¨#@!% UTA!!!! Sim, omissão total do governo fez com que essa “coisa” monstruosa existesse. E essa revolta é ainda maior quando penso que esse monstro pode nunca mais deixar de existir… E quando olhamos para a zona norte então… Caos!

E ae? Nada vai ser feito? O Rio de Janeiro, Cidade Maravilhosa, de Recantos Mil… Praias Paradisíacas e agora… A cidade das Favelas, do abandono… do TRÁFICO e da CORRUPÇÃO!!!

Até quando vamos permitir a instauração desse estado paralelo, imenso CURRAL eleitoral? Até quando essa política fétida vai existir? Essa total sensação de impunidade de meliantes favelados e de burocratas corruptos? Até quando vamos permitir isso?

Todos sabemos quem são os culpados, onde há fumaça, há fogo! Certas coisas eu não posso falar aqui neste blog, pois sou militar e parece que… - MEU DEUS - que interessante isso; os papéis se inverteram? Agora somos nós as vítimas da sensura? PMERJ estamos sendo a massa de manobra, Força Armadas idem!Meus Comandantes, Generais de 4 ESTRELAS isso não pode ficar assim! Que coisa!

Eu só consigo pensar que os mesmos que gritavam sobre injustiças e sobre sensura, hoje sensuram e roubam! Roubam muito!!! Pelo Amor de Deus SOCIEDADE!!!!! Tinham estes monstros na época do REGIME MILITAR? Tinha toda essa desigualdade social? Escândalos governamentais envolvendo ministros e altos executivos? Existia toda essa sujeira? Eu estou cada dia mais revoltado… Cuidado, a cada dia que passa minha vontade de pegar minha tropa e tomar à força essa “budega” aumenta mais. Putis grila, o “Mando cabe ao mais digno e competente…” - já dizia o um SR. General de Brigada José da SIlva Pessoa! Vamos acordar Srs. Secretários de Estado!!! Vamos acordar membros do Governo… Dinheiro vocês não levam depois da morte não!!!! Pra que tanto dinheiro cacete?! Por que não se contentar com apenas uma parte e fazer alguma coisa por esse país, Meu Deus?

Até quando? Meus amigos, chega de conversinha, de atos teatrais, chega de biquinho e de tentar dialogar! Essa galera não quer diálogo, eles só querem é DINHEIRO!!! Nós precisamos devolver o Caos a vida pacata e burguesa deles, precisamos parar tudo! Se temos amor pela pátria e por nós mesmos temos que conclamar todos os FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS e TODOS OS CIDADÃOS CONSCIENTES (estudantes, ativistas e visionários) para um ato de REPÚDIA! Acho que eles não sabem o quanto estamos descontentes, precisamos provocar isso… movimentar a máquina!

Por Amor a Pátria, amor aos nossos filhos e a nós mesmos.

Teoria da Conspiração - Parte 1/3

agosto 2nd, 2008

Aumento vertiginoso da criminalidade nos centros urbanos.

Solução:

- Redução do poderio de fogo da PMERJ, substituindo seus fuzis 5,56 e 7,62 mm por Carabinas.

Uma série de eventos envolvendo vítimas inocentes e policiais militares.

Solução:

- Uma ordem, NÃO CONFIRMADA, de que a PMERJ está proibida de ir a Comunidades Carentes controladas pelo Tráfico de Drogas e Armas.

Salários defasado dos Policiais Militares gera o aumento vertiginoso da corrupção policial, existência de milícias armadas e desmotivação profissional. O aumento dos “bicos” como segurança crescem assombrosamente entre policiais militares, fazendo com que sua função policial militar seja seu “segundo” emprego.

Solução:

- Redução da folga e aumento das escalas de serviço. Aumentando o desgaste dos policiais militares e sua insatisfação.

A imagem desgastada da Corporação necessita de uma reformulação diante da sociedade, a PMERJ necessita de uma mudança clara, rápida e significativa; como resposta e sinal de mudança.

Solução:

- Substituição do uniforme 5º, dos oficiais de serviço externo, pelo o 3º A - uniforme reconhecidamente apenas de uso administrativo, com pouca mobilidade e utilizado demasiadamente em festividades, reuniões e eventos burocráticos.

Não se trata de discutir a eficácia de tais ordens e atos, apenas de colocar em tela social se isto é realmente o que a PMERJ precisa. Li que aumentaram a folha de pagamento para os altos oficiais da Corporação após o advento da exoneração do Cel Ubiratan de Oliveira Ângelo do Comando Geral da Corporação, analisando os fatos e dados:

1- Cel Ubiratan, após vários manifestos de oficiais e praças da PMERJ que reinvidicavam aumentos salariais, é exonerado do cargo; o que gerou o fim das manifestações;

2- Após alguns meses é colocado em exposição, pelo princípio constitucional da publicidade dos atos administrativos, que a folha de gratificações de alguns oficiais em cargos de suma importância aumentou em 100%, enquanto que não houve qualquer aumento para os demais policiais militares;

3- Verifica-se este aumento de gratificações, apesar do aumento vertiginoso da criminalidade, aumento do questionamento social sobre a atuação da PMERJ, aumento da insatisfação Governamental, aumento da sensação de insegurança, aumento do número de vítimas de PAF, aumento de todos os índices criminais e aumento da insatisfação de policiais militares;

Pode-se dizer que tudo isso é Teoria da Conspiração. E é bem possível mesmo, já que ontem a noite eu senti um medo terrível e praticamente incontrolável, quando resolvi sair de ipanema, às 22:00 hs, e ir para Quintino, onde mora a minha mãe. - Medo de ter meu automóvel roubado, medo de ser atingido por uma bala perdida em um tiroteio, medo de que o policial militar não esteja lá quando eu precisar!

O que está acontecendo com a PMERJ?

Por que ao invés de comprar carabinas, não se blindam as viaturas?

Por que ao invés de Parque Bossa Nova não se dá aumento aos policiais militares?

Por que não informatizamos a PMERJ?

Por que não investimos em monitoramento operacional, com câmeras e rádios?

Por que não investimos de uma vez por todas, com toda a Força possível, contra o Tráfico de Drogas e Armas?

Por que continuamos reféns de bandidos armados?

Por que a cadeia virou punição ao invés de REABILITAÇÃO SOCIAL?

Por que o Policial Militar não é valorizado e motivado?

Por que a Polícia Civil não investe apenas em investigação e em sua função de Polícia Judiciária?

Por que ficar punindo um Major PM que apenas expõe sua liberdade de expressão, como cidadão que VOTA, que PAGA IMPOSTOS e que como outros tantos não está satisfeito com o resultado do atual governo; ao invés de ouvi-lo de dabater com ele sobre suas idéias, sobre seus questionamentos, mostrar a ele que não depende de nós, ou acreditar em suas propostas possíveis?

Por que todos os policiais militares acham uma coisa e a cúpula da Corporação outras?

Eu não estou questionando sobre as diretrizes Operacionais do Comando da PMERJ, eu apenas estou oferecendo uma alternativa, uma opinião sobre tudo isto. Eu amo a PMERJ, muitos oficiais que estão nas funções de Direção me passam admiração e respeito. Mas será que tudo isto é necessário? Será que é po caminho certo? Será que é o caminho que nos conduzirá para o fim do tráfico de drogas? Para o aumento salarial? Para a melhoria de nossa imagem corporativa? Para a melhoria de nossos serviços?

Porque é disso que precisamos!!!]

Vamos lá, vamos à luta! Vamos transformar essa PMERJ! Vamos, pois ainda há esperança!

Eu acredito no futuro da Corporação! Eu acredito numa mudança! Eu acredito que posso um dia ver um soldado ganhando mais de R$ 2.000,00 reais, conhecedor de leis, com excelente oratória, com conhecimento de sua função, com apoio das Delegacias Civis, com respeito e admiração de seus superiores, feliz, com saúde, sem dívidas, sem ter que fazer “bicos”, fazendo a limpeza de seu armamento, com seu colete novo, com sua VTR blindada, com seu rádio corporativo funcionando, com armamento não letal, com apoio da Guarda Municipal, com sorriso no rosto, conhecedor de sua área, questionador, alerta, disposto… Em uma realidade bem menos violenta, em uma realidade bem mais agradável…

Salve o SD PM… verdadeiro herói, que ainda arrisca a vida por uma realidade oposta a que desejamos!

Minha continência a você SD PM que ainda acredita, que é honesto, que sofre, que luta e que honra essa PMERJ!